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Circolo Trentino

A Região Trentino-Alto-Adige/Südtirol

 
 

História da região trentina

 

Por Everton Altmayer[i]

(Diretor de Cultura do Circolo Trentino di São Paulo)

 

I - Da Antiguidade ao Renascimento

 

A região trentina é desde a Idade Média um ponto de passagem nos Alpes Centrais, ligando Roma à Alemanha e se destaca enquanto uma região de encontros” por excelência: é ali, no vale do Rio Ádige (Val dell’Adige; em alemão Etschtal) que ocorre o encontro das culturas latina e germânica, na fronteira lingüística natural entre o Tirol alemão e o Tirol italiano. Essa linha natural se mantém praticamente intacta desde 1438, quando o dominicano Felix Faber de Ulm, ao passar pela ponte de San Lazaro em direção à cidade de Lavis (Val di Cembra), afirmou que aquela região lingüisticamentedividit Italos ab Alemannos”.,

 

Na Antigüidade, era habitada pelos gauleses (celtas) e réticos, que adotaram o latim na época de Augusto (89 a.C). A dominação romana marcou a fundação da cidade de Trento (Tridentum) em 49 a.C. O nome Tridentum fazia referência aos três montes principais da cidade, que os romanos aludiram ao tridente do deus Netuno. A partir do século III, com as migrações das tribos germânicas vindas do norte, a região alpina foi sucessivamente ocupada e os agricultores “alemães” se instalaram nos vales, mesclando-se com a população gaulesa e latina local. No século VI toda a região era controlada pelas tribos dos baiuvares (Bavária), longobardos (Lombardia) e francos (França), convertidos ao Cristianismo.

  

Entretanto, a história da região de Trento está intrinsecamente ligada a dois momentos históricos da Idade Média: em 1027, a fundação dos Principados Episcopais de Trento (Trientner Fürstbistum; Principato vescovile di Trento) e Bressanone (Brixner Fürstbistum; Principato vescovile di Bressanone) e, em 1150, a fundação do Condado do Tirol. Estes dois momentos históricos definem o Trentino como parte de uma região cultural e politicamente unida por praticamente mil anos: o Tirol Histórico.

 

Como não era permitido à administração eclesial aplicar penas capitais (ecclesia non sitit sanguinem) e se organizar militarmente (der Pfaffe ist nicht wehrhaft), os príncipes-bispos deviam recorrer a outros feudos e chamar (ad vocare) um feudatário ou aliado político de sua confiança. A diocese tridentina nomeou como advogados das terras episcopais os senhores do Castelo Tirol (Schloβ Tirol / Castel Tirolo), o principal condado da região, localizado na cidade de Merano (Meran).

 

Os territórios eclesiais foram assumidos militarmente e politicamente pelo condado em 1140, principalmente depois da política do conde Meinhard II (1237-1295), que de 1258 a 1298 trabalhou pela unificação do Tirol, desafiando o poder episcopal e, em 1282, com o apoio do rei Rodolfo de Habsburg, tornou o Tirol um condado autônomo e unificado com os principados episcopais. A partir de 1314, com as estratégias políticas da condessa tirolesa Margarethe Maultasch, o condado aumentou sua importância no contexto da nobreza bávara e ampliou seu controle militar. Com as boas relações com os imperadores, os condes tiroleses adquiriram poderes contratuais e benfeitorias que culminaram em 1363 com o domínio completo do Tirol pela Casa de Habsburg (realeza austríaca). A partir de 1490 o Imperador do Sacro Império era também o Conde do Tirol, mas o imperador não havia abolido a administração eclesiástica do principado-episcopal de Trento, que se mantinha juntamente com a administração do condado: a região formava o Condado Episcopal do Tirol. A administração política permaneceu deste modo do século XV ao XVIII.

 

II - O período napoleônico e a rebelião tirolesa de 1809 (Anno Nove)

 

A diocese tridentina teve destaque no século XVI com a Contra-Reforma e o Concílio de Trento (1545 – 1563), o mais longo concílio da história eclesial e uma resposta de Roma à Reforma protestante na Europa. A missa tridentina, que padronizou o ritual romano e aboliu as variações regionais, é uma alusão à cidade abrigou o concílio. O Sacro Império tornou-se após o concílio um “defensor” da fé católica e seus dirigentes, a Casa de Habsburg, “defensores da Igreja e da Fé”. Essa imagem se manteve durante os séculos seguintes, propagada pelo clero e incentivada pela regência imperial. Dessa imagem resultou o reinado de Maria Teresa da Áustria (1717 – 1780), que se destacou na Europa pela modernidade das suas reformas institucionais (com o ensino escolar obrigatório a todos os súditos).

  

Após a Revolução Francesa, a expansão francesa, comandada por Napoleão Bonaparte (1769 – 1821), seguiu em 1796 às terras alemãs. A Áustria formou uma coligação com a Prússia, Inglaterra e Rússia, tentando frear o avanço francês para o leste. A coligação não conseguiu impedir o avanço francês e a Áustria sucumbiu em 1805 durante a Batalha de Austerlitz. A França tinha o apoio do Reino da Baviera e do Reino da Itália e, desse modo, as tropas franco-bávaras invadiram a região tirolesa. 

 

No Tirol e na diocese de Trento, a resistência antifrancesa era animada pelo clero, pois os jesuítas haviam influenciado profundamente os hábitos locais e difundido a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, consagrando o Tirol como Terra Santa (Heiliges Land / Terra Sacra). Esse aspecto é extremamente importante para se entender a aversão tirolesa contra as idéias iluministas francesas e a forte oposição do clero contra as novas administrações eclesiásticas bávaras.

 

Os grupos armados de proteção (Schützen / Sìzzeri / Scìzer), criados no século XV, eram formados por voluntários das mais diversas origens (nobres, artesãos, comerciantes e camponeses) e existiam em toda a região tirolesa. Com as notícias da expansão francesa e a ameaça bávara, tais grupos se organizaram em frentes paramilitares. Entre os atiradores que formavam companhia da cidade de Merano estava Andreas Hofer (1767 – 1810), taberneiro, comerciante de cavalos, fervoroso católico e carismático líder popular nascido em Sankt Leonhardt in Passeiertal (San Leonardo nella Val Passiria – atual Alto Adige). Quando jovem, Andreas viveu em Ballino no Tirol Italiano (atual Trentino), para aprender o ofício de taberneiro e o idioma italiano.

 

Andreas Hofer, chamado “Capitàn Barbón”

   

 

Após um ato religioso em abril de 1809, os grupos de atiradores atuaram nos vales com apoio dos frades capuchinhos, sobretudo do Pe. Joachim Haspinger. Apoiados pelo clero e auxíliados do príncipe e Arquiduque da Áustria Johann von Habsburg (1782 – 1859), irmão do imperador, os rebeldes venceram várias batalhas locais e alcançaram a vitória em Bergisel em 29 de maio de 1809 (data que passou a ser comemorada no Tirol sob a designação ANNO 9)).

 

Os heróis da região trentina defenderam bravamente suas terras, com destaque para a jovem Giuseppina Negrelli (1790 – 1842) de Primiero, combatente aos dezoito anos e irmã do renomado engenheiro Luigi Negrelli (1799 – 1858), idealizador e projetista do Canal de Suez. Além dela, os comandantes Bernardino Dalponte das Giudicarie e Michael Giacomelli de Val di Fiemme; Vicenzo Miller de Cles (Val di Non), Luigi Savoy de Primiero, Marco Zanini de Fiavé (Giudicarie) e Giuseppe Morandel de Caldano.

 

Napoleão mantinha forte influência em Viena, que não apoiou o Tirol com temor de represálias. O governo provisório tirolês ficou isolado politicamente e seguiu-se um curto período de trégua, até a traição de Josef Raffl que entregou Hofer ao exército italiano comandado de Napoleão. Hofer foi capturado, preso e levado para Mântua (Mantova), onde foi fuzilado em fevereiro de 1810. O Tirol foi ocupado pelos reinos bávaro e italiano - esse período marcou o início da disputa italiana pela região tirolesa.

 

Em 1812, com as baixas napoleônicas em Waterloo, a Áustria reorganizou seu governo e expulsou as tropas franco-bávaras. Viena reocupou o Tirol e em 1813 laicizou a administração dos Principados Episcopais de Trento e Bressanone, anexando-os ao controle único do Estado do Tirol.

  

III – O Império Austro-húngaro e a I Guerra Mundial

 

Após o período napoleônico e o fim do Sacro Império Romano-Germânico (que se mantinha sob a regência austríaca), o século XIX foi marcado pela influência do Imperador da Áustria Franz Joseph von Habsburg (Francesco Giuseppe d’Ausburgo), que assumiu a coroa do Reino da Hungria e deu início ao Império Austro-húngaro (1867 - 1918). Sua esposa, a Imperatriz Elisabeth (mundialmente conhecida como Sissi) era muito conhecida na Europa e muito influente por seus hábitos e costumes ligados ao povo.

 

Na Europa havia muitas lutas separatistas e nacionalistas. Neste período surgiram os movimentos políticos e sociais das unificações da Alemanha e da Itália.

 

A Itália e a Alemanha como hoje conhecemos são politicamente recentes; até o século XIX eram divididas em pequenos reinos e condados, muitas vezes inimigos. O grande unificador da Itália foi, sem dúvida, Giuseppe Garibaldi (1807 – 1882), que tratou de reunir para o Rei Vitttorio Emmanuele da Casa de Savóia (Piemonte) as terras da península, inclusive invadindo as terras eclesiásticas pertencentes à Igreja. Durante as incursões garibaldinas nos Alpes, o Reino Italiano procurou anexar a porção italiana do Tirol (região trentina) com participação de alguns tiroleses italianos; contudo, a grande maioria da população permanecia fiel à coroa austríaca (sob a influência do clero) e as lutas não tiveram êxito.

 

Sociedades secretas italianas como os carbonários participavam ativamente do processo de unificação italiana e na região tirolesa atuavam pela substituição do nome Tirol italiano (= Welschtirol) para Trentino, reforçando, assim, sua diferença frente o Tirol de língua alemã. Atuaram num movimento que ficou conhecido como irredentismo, que buscava a unificação do Trentino ao reino italiano pela vontade popular (ainda que com pouco êxito entre a população).

 

Teve destaque o irredentista trentino Cesare Battisti, dirigente do partido comunista no Trentino e deputado na Câmara Tirolesa (Dieta Tirolese); defendia abertamente a anexação do Trentino ao Reino Italiano e organizou motins contra o governo austríaco; foi preso e condenado à morte por traição. Durante sua juventude e seu período junto ao socialismo, Benito Mussolini, o futuro ditador italiano, trabalhou com Battisti em Trento, junto do jornal comunista.

 

Primeira Guerra Mundial

 

A política imperial austro-húngara se enfraquecia perante as lutas regionais. A imperatriz Sissi havia sido assassinada por um anarquista (carbonário?) italiano na Suíça e com o assassinato do Arquiduque Franz Ferdinand na região da Iugoslávia estourou a I Guerra Mundial em 1914, um dos mais sangrentos anos da história européia. No início, o Reino da Itália e o Império Austro-húngaro eram aliados, mas com o “esvaziamento” militar austríaco na fronteira italiana, o Reino da Itália atacou as áreas de língua italiana do Império Austro-húngaro no intuito de anexá-las.

 

Mais de 60 mil soldados trentinos se alistaram nos corpos dos Cacciatori Imperiali (Tiroler Kaiserjäger), servindo ao norte, principalmente na região da Galízia (sul da Polônia). As forças austríacas sucumbem com a entrada tardia do exército norte-americano e, em 1918, o exército italiano entra vitorioso em Trento e ocupa boa parte da região, até o Passo do Brenner (Brennero), ocupando boa parte da área de língua alemã do Tirol. Os soldados tiroleses (dos quais muitos trentinos) são enviados para o exílio no sul da Itália ou expulsos para o Tirol austríaco. Ao Trentino, restava a dura reconstrução, já que a região foi uma das mais incendiadas pelo grande conflito, por conta sua posição fronteiriça.

 

O Trentino e o Alto Adige (Südtirol) foram governados por uma junta militar provisória até 1919, quando foi formalizada a ocupação italiana com o Tratado de Saint German entre Áustria e Itália, que concedia à Itália a porção sul do Tirol, Istria (com Friulia-Venezia-Giulia) e alta bacia do Isonzo. Nesse período crescem na região as tentativas de resistência frente o governo de Roma, que prometera uma autonomia regional aos tiroleses (e que não saiu das promessas). Alcide De Gasperi, idealista trentino e membro ativo do movimento popular católico, trabalhou na reconstrução e propagou suas idéias de defesa da regionalidade e autonomia locais.

  

Fascismo e a Segunda Guerra Mundial

  

Entre 1921 e 1922, o Trentino foi governado por uma Junta Provincial, com uma experiência de autonomia política. Em 1924, estava instaurado em toda a Itália o regime fascista, acabando com qualquer sonho de autonomia. A região toda passava a ser chamada Venezia Tridentina, buscando extinguir qualquer vínculo com o Tirol.

 

Com a crise de 1929 Mussolini deu inicio a grandes obras, buscando retomar o crescimento. Na província de Bolzano grandes investimentos buscavam a pacificação, pois a população de língua alemã lutava para retornar à Áustria. O governo buscava acalmar os ânimos, mas também trazer migrantes italianos de outras regiões, buscando uma “italianização" forçada. O uso do alemão foi proibido e tudo o que se referisse à Áustria (trajes típicos, festas populares, companhias dos Schützen) era ferozmente perseguido pelo governo fascista. Os nomes das cidades foram italianizados e inclusive os sobrenomes das pessoas. Essa perseguição também se estendeu ao Trentino (muito mais sutilmente), com proibição do uso do dialeto trentino nas ruas, fechamento dos grupos folclóricos e culturais - era necessário “apagar” a memória tirolesa de toda aquela região alpina.

 

Com a II Guerra Mundial, a população trentina e sul-tirolesa ficou apreensiva, pois eram eminentes os rumores de Hitler ocupar a região e integrá-la ao Reich. Mussolini enviou tropas à fronteira, mas o pacto Roma-Berlin acabou com qualquer expectativa de uma invasão. Boa parte da população de língua alemã de Bolzano insistiu ao governo alemão a anexação da região ao Reich, mas seu pedido foi negado e um acordo entre Hitler e Mussolini – conhecido como Opção (Option; Opizione) – permitiu o repatriamento dos tiroleses que quisessem se mudar para o Reich (desde que abdicassem de suas terras na Itália e de sua nacionalidade italiana). Foram anos difíceis e cheios de dúvidas entre a população, sobretudo camponesa. Nas terras dos que optavam pela Alemanha e partiam, o governo italiano colocava colonos vindos do sul da Itália, no intuito de, em poucas gerações, a miscigenação acabar com a memória tirolesa.

 

Após a II Guerra, muitos soldados não retornaram das frentes e novamente cabia à população a reconstrução. A população de Bolzano voltou a reivindicar o retorno à Áustria com abaixo assinados (mas também atentados à rede elétrica) e houve até participação de populares trentinos.

 

A autonomia regional

 

Em 1948 foi apresentado o primeiro Estatuo de Autonomia para a então Região do Trentino-Alto Adige/Tiroler Etschland. As províncias de Trento e Bolzano deveriam se ocupar do desenvolvimento cultural e civil, da criação de escolas bilíngües (principalmente em Bolzano) e da sustentação artística e cultural; o governo regional se encarregaria das questões econômicas e de obras publicas. Tal forma de autonomia fracassou. A província de Bolzano buscava maior autonomia para governar, pois só dessa forma poderia defender sua cultura.

 

Em 1972, após as grandes manifestações em Bolzano organizadas por Silvius Magnago e com o “Los von Trient” (“deixar Trento”, pois Bolzano acusava os trentinos de omissão perante o governo de Roma), foi organizado o novo Estatuto de Autonomia, conferindo a administração dos fundos para as respectivas províncias; de certo modo, a autonomia passou da Região para as Províncias. O nome Südtirol (Tirol Meridional) foi oficialmente reconhecido à Província de Bolzano, marcando, assim, seu vínculo com o Tirol austríaco. Até 1918, o que se conhecia por Tirol Meridional era exatamente a região do Trentino, também chamado Welschtirol (Tirol de língua neolatina) ou Tirolo Italiano (por seu idioma predominante).

 

Ao conselho regional compete discutir assuntos de comércio, de cooperação, de crédito e a junta regional tem representantes de Trento e de Bolzano, com presidência revezada entre um representante de língua alemã e um de língua italiana. O pacote da autonomia só foi completamente executado em 1992 e, no ano seguinte, pela primeira vez no século XX, o governo italiano realizou uma visita oficial em Viena. A partir de então (e com a União Européia), em toda a região tirolesa a palavra “separação” começou a ser substituída por “cooperação”.

 

 O Trentino atual e a Região Autônoma Trentino-Alto Adige/Südtirol

  

A Província Autônoma de Trento (Trentino) é uma das províncias mais ricas da Itália e da Europa. Sua autonomia garante uma excelente qualidade de vida e sua posição geográfica alpina (com clima mais ameno) lhe garante um fluxo turístico constante. A população, outrora predominantemente rural, ocupa hoje postos nas indústrias e na prestação de serviços. A produção agrícola trentina é, contudo, forte e moderna, com destaque para a produção de renomados vinhos, queijos, frios, maçãs e diversas frutas de clima temperado.

 

Sua vizinha Província Autômoma de Bolzano (Alto Adige ou Südtirol – Tirol Meridional) é também uma das mais ricas províncias italianas e européias, com excelente qualidade de vida e ensino bilíngue italiano-alemão e nas áreas de língua ladina, é ensinado o idioma dessa minoria lingüística (existente também no Trentino – Val di Fassa). Sua economia, assim como a trentina, é baseada no turismo, mas há destaque para a indústria e para a forte e sofisticada produção agrícola.

 

Atualmente, a Região Trentino-Alto Adige/Südtirol e o Estado do Tirol (Áustria) possuem um escritório comum nas Nações Unidas e uma representação no governo da União Européia. Trata-se da Euregio Tirolo (Região européia do Tirol), um projeto de cooperação mútua e de vínculo, no intuito perpetuar a história e os costumes da região tirolesa. Diversos acordos (políticos, educacionais e culturais) entre Trento, Bolzano e Innsbruck foram firmados e buscam, assim, preservar a identidade local.



[i] Everton Altmayer é Bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador de dialetologia trentina, italiana e alemã, com mestrado Letras (USP / FAPESP). Também cursou Filosofia na Faculdade São Bento de São Paulo. Possui diversos estudos sobre a cultura e dialeto trentinos, e sobre as variedades dialetais do italiano no Brasil, com apresentação de artigos e seminários em congressos acadêmicos, com destaque para o 27º Congresso Internacional de Lingüística e Filologia Românicas (CILPR) realizado em 2007 na cidade de Innsbruck – Áustria. Desenvolve desde 2006 um projeto de resgate dialetal na comunidade trentina de Piracicaba, com organização de documentários informativos e de um dicionário. É membro desde 1999 do Grupo Folclórico Tirol da cidade de São Paulo, tendo desenvolvido atividades culturais e de resgate folclórico em comunidades tirolesas e trentinas do Brasil, Paraguai e Argentina. Desde 2002 é membro do Circolo Trentino di São Paulo e desde 2006 é Diretor de Cultura da entidade.

 

 

 outros textos/dados complementares:

  

 

A Itália - dados gerais

  

A Itália é uma península do Sul da Europa com uma superfície de 301.401 Km², sendo o comprimento máximo de 1.300 Km e a largura de 600 Km. É vinte e oito vezes menor que o Brasil correspondendo ao Estado do Rio Grande do Sul.


A maior parte da Itália está localizada na Península Itálica, no continente europeu, e onde dois enclaves independentes estão localizados: a República de San Marino e o Vaticano. As ilhas de Sicília e Sardenha também fazem parte da Itália.


A Itália limita-se ao norte com Suíça e com Áustria, a leste com a Eslovénia, com o Mar Adriático (através do qual contata também com a Croácia, Sérvia e Montenegro (antiga Yoguslávia), Albânia, e com o Mar Jónico, que a separa da Grécia. A Itália limita-se a sul com o Mar Mediterrâneo (incluindo o Canal de Malta que separa a Sicília de Malta), com o Mar Tirreno e com o Mar da Ligúria (ambos separando o território peninsular das ilhas da Sicília e Sardenha e da ilha francesa da Córsega). Finalmente, a Itália limita-se ao oeste com a França.

O terreno italiano é bastante acidentado, com os Apeninos formando o esqueleto central da península. O ponto mais alto do Itália é o Mont Blanc, com seus 4,810 metros, mas dois vulcões estão mais associados com o país: o Monte Etna, na Sicília, e o Monte Vesúvio, perto de Nápoles.

Numerosos são também os lagos; entre eles o de Garda (370 Km²), o Maggiore (212 Km²), o de Como (148 Km²) e o Trasimeno (128 Km²).

 

Demografia

 

A Itália é um país altamente urbanizado. As maiores cidades do país são Roma, Milão e Nápoles, cada uma com mais de um milhão de habitantes. A densidade populacional italiana é uma das mais altas da Europa, com 197 hab/km², mas o país possui uma taxa muito baixa de crescimento populacional anual, uma das mais baixas do continente, uma conseqüência de menos filhos por família.

Cerca de 98% da população italiana são descendentes de italianos. Minorias incluem alemães que vivem na região de Trentino-Alto Adige, e eslovenos, que vivem na região de Trieste, bem como descendentes de franceses, que vivem na região de Valle D'Aosta.

 

Cultura italiana

 

A Itália é famosa pela sua arte, cultura e monumentos, entre os quais se encontram a Torre de Pisa o Coliseu de Roma, bem como pela sua comida (pizza, pasta, etc.), vinho, estilo de vida, elegância, design, cinema, teatro, literatura, poesia, artes plásticas, música (especialmente a Ópera), e, de uma forma geral, por aquilo que é considerado por muita gente "bom gosto".


O período do Renascimento iniciou-se na Itália no século XIV e perdurou até ao século XVI. Feitos literários, tais como a poesia de Petrarca, Tasso e Ariosto; assim como a prosa de Boccaccio, Maquiavele Castiglione exerceram uma enorme e duradoura influência no desenvolvimento subseqüente da cultura Ocidental; igual repercussão tiveram a pintura, escultura e a arquitetura produzida por gigantes como Leonardo da Vinci, Raffaello, Botticelli, Fra Angelico e Michelangelo. Dentre os artistas modernos pode-se incluir o escultor Tommaso Geraci.

A influência musical de compositores Italianos como Monteverdi, Palestrina, e Vivaldi marcaram uma época; No século XIX, a ópera romântica Italiana floresceu pela mão de compositores como Rossini, Verdi, e Puccini. Os artistas italianos contemporâneos, escritores, cineastas, arquitetos, compositores, e designers continuam a contribuir de forma significativa para a Cultura Ocidental. O futebol é o desporto principal e os italianos são conhecidos pela paixão com que o vivem. A Itália ganhou a Taça do Mundo de futebol três vezes: em 1934, 1938 e 1982.


O italiano, língua oficial da Itália nasceu na Toscana, região cuja capital é Florença, e deriva do Latim, língua oficial do Império Romano. Dante Alighieri, que viveu no século XIII, autor da Divina Comédia, é considerado o "pai" da língua italiana.


No entanto, por influência de tantas Cidades-estado até 1861, falando e escrevendo diferentes línguas, há muitos dialetos que sobrevivem como línguas vivas até hoje.

 

Economia

 

A Itália tem uma economia industrial diversificada com um rendimento total e per capita mais ou menos igual ao da França ou do Reino Unido. Esta economia capitalista permanece dividida entre um norte industrialmente desenvolvido, dominado por empresas privadas, e um sul agrícola e menos desenvolvido, com uma taxa de desemprego de 20%. Por comparação com os vizinhos da Europa Ocidental, tem um grande número de Pequenas e Médias Empresas PMEs. A maior parte das matérias-primas necessárias à indústria e mais de 75% da energia são importadas.

Durante a última década, a Itália seguiu uma política fiscal apertada a fim de cumprir os critérios da União Econômica e Monetária e beneficiou de taxas de juros e de inflação mais baixas, levando à adesão ao Euro desde o início, em 1999.


A performance econômica de Itália tem vindo a atrasar-se em relação aos seus parceiros da UE, e o atual governo pôs em prática numerosas reformas de curto prazo destinadas a aumentar a competitividade e o crescimento a longo prazo da economia. Apesar disso, tem andado devagar na implementação de reformas estruturais consideradas necessárias pelos economistas neoliberais, como a diminuição dos impostos, a flexibilização das leis que regem o mercado de trabalho e a reforma do sistema de pensões por causa do abrandamento econômico em curso e da oposição dos sindicatos.

 

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